sábado, 4 de janeiro de 2014

MANTRAS, NOMES DE DEUS E PALAVRAS DE PODER


A repetição dos nomes de Deus e o uso de mantras e de palavras de poder são a prática mais importante que podemos adotar na nossa vida diária, como complemento da meditação. Os instrutores e Mestres de todos os caminhos espirituais e de todas as religiões recomendam essa prática, que pode assumir diferentes formas.

Os benefícios dessa prática são incríveis. Gandhi recitava o nome de Deus, como Rama, constantemente no seu dia a dia, e ele mesmo afirmou que o seu sucesso deveu-se em grande parte a esse hábito. O Bhagavad Gita diz que, quando morrermos, iremos para o lugar que ocupa o nosso último pensamento antes da morte; a última palavra de Gandhi, ao ser assassinado, foi “Rama”. Sai Baba dizia que a repetição do nome de Deus e a visualização da Sua forma são um dos principais segredos do sucesso espiritual. Além de usá-las na meditação, o ideal é adotar essa prática habitualmente, ao longo do dia, enquanto esperamos  na fila no banco, ao lavar a roupa, ao tirar o pó com o aspirador, ao tomar banho, ao caminhar e assim por diante.

A lei da mente é que os pensamentos criam a realidade. A energia segue o pensamento. Quando você recita o nome de Deus, acaba se tornando aquilo que está recitando. Quanto mais você o repetir, mais você purificará seus corpos físico, emocional, mental e etérico, e eles poderão então refletir apenas Deus.

Um dos maiores problemas de quem segue o caminho da espiritualidade é uma mente divagadora:”uma mente ociosa é a oficina do diabo”. A entoação do nome de Deus mantém sua mente voltada para Ele. Se a mente não está em Deus, é provável que esteja no seu eu inferior e no seu ego negativo. Na Índia, todos recitam o nome de Deus; isso não acontece no Ocidente, o que é lamentável.

Sempre que emoções negativas se manifestarem ou quando se sentir deprimido ou irritado, recite o nome de Deus e visualize a forma divina que preferir. Você verá que essa atitude o tirará imediatamente daquela situação. Essa é uma das maneiras que você tem para afastar-se do seu eu inferior e aproximar-se do seu eu superior. Não há necessidade de adotar apenas um nome, se você preferir variações, altere o quanto desejar. A repetição do nome de Deus, reforçada pela visualização, é realmente um remédio para todas as circunstâncias da vida.

Além dos nomes de Deus, você pode usar os mantras, que são sons sagrados. Um exemplo é Aum. Sai Baba dizia que o mantra Aum é a seta e que Brahma é o alvo. Aum o leva diretamente a Brahma. Aum é a mãe de todos os mantras.

O que chama a atenção sobre os mantras é que muitos deles realmente existem nas dimensões superiores e foram apresentados à humanidade pelos antigos rishis ou videntes indianos. Tendo a capacidade de entrar em sintonia com as dimensões superiores, eles ouviram efetivamente esses mantras por meio de clarividência. O poder dos mantras é inacreditável. Deus criou o universo recitando um mantra. À medida que evoluir para níveis de espiritualidade cósmicos, você poderá criar planetas e mesmo sistemas solares com a força de um mantra.

Você reconhece o poder das palavras. A prova desse poder está no que Jesus disse, “Lázaro, levanta-te!”, e Lázaro ressuscitou dentre os mortos. Veja o efeito das palavras de Hitler sobre a Alemanha nazista. As palavras de poder podem ser usadas por um mago branco ou por um mago negro. A maioria das pessoas não faz ideia do tremendo poder que têm quando falam.

Atualmente, os pesquisadores estão fazendo muitos estudos sobre o som. Nesses estudos, certas frequências de som são direcionadas para células cancerosas, tendo como resultado a cura completa do câncer. A voz humana é o instrumento maior para produzir o som. Juntamente com o sentido das palavras ou com os nomes de Deus, o som pode sanar todos os problemas.

Não há necessidade de dizer que o Pai Nosso e a Grande Invocação são carregados de energia. Outra coisa interessante sobre o uso dos mantras, dos nomes de Deus e das palavras de poder é que quanto mais são usados, mais cheios de energia eles se tornam, assumindo uma força espiritual coletiva própria. Quando você reza, digamos, o terço da Virgem Maria, você se abastece numa consciência de grupo e também na sua própria relação pessoal com Deus.

Os mantras e os nomes de Deus podem ser ditos em voz alta, em silêncio, sussurrados ou escritos. Cada um tem o seu efeito específico. Preste o máximo de atenção para não se tornar mecânico. Recite cada mantra como um ato de adoração e de culto a Deus. O nome de Deus no judaísmo místico era tão sagrado, que certos setores da tradição judaica proibiam as pessoas de pronunciar o nome divino. É por isso que um dos mandamentos da Bíblia prescreve não usar o nome do Senhor em vão.

A recitação de um mantra ou de um nome de Deus cria força espiritual e purifica, limpa e cura todos os corpos de que você é feito. Ao repetir o nome de Deus, você programa a perfeição em sua mente subconsciente, e esta irá criar a perfeição em seus corpos físico, emocional, mental e espiritual.

A entonação de mantras ou dos nomes de Deus ajuda a formar o seu corpo de Luz, que é o corpo que você usará no estado ascensionado. Quanto mais você entoar o nome de Deus, mais ele será o centro de sua consciência. O mantra é como uma semente que acabará se transformando numa árvore frondosa. A árvore simboliza a realização em Deus. O mantra e o nome de Deus o protegem da fascinação, da ilusão, de maya e das energias negativas. Eles também lhe atraem o que você recita.

Se você recitar a palavra divina “Elohim”, que significa “Tudo o que Deus É”, você estará atraindo a si tudo o que Deus é. Se recitar o nome de Deus ao adormecer, você flutuará no seu corpo da alma até a dimensão e a consciência do nome que você recita, uma vez que é o último pensamento que está na sua mente que determina o lugar para onde você vai enquanto dorme.

O objetivo último de recitar os nomes de Deus ou os mantras é unir sua consciência individual com a consciência de Deus. O nome de Deus ou o mantra o ajuda a tomar consciência da sua verdadeira natureza como eu eterno, desperta suas faculdades superiores e eleva sua consciência ao nível daquela ressonância mântrica específica.

A prática constante dessa disciplina espiritual sagrada produz uma energia espiritual muito forte em sua aura, energia essa que você pode usar para abençoar as pessoas que encontra ao longo do dia. A mente é um instrumento de grande poder. Jesus disse que se tivermos a fé de uma semente de mostarda poderemos mover montanhas, literalmente. Em sua canalização da Mente Universal, Paul Solomon disse que usava o livre-arbítrio de forma tão vigorosa, de modo a alterar realmente as posições das estrelas do universo. Edgar Cayce disse que as manchas solares são criadas pelo modo de pensar negativo do homem.

Você pode imaginar como se sentiria se pudesse deter a enorme força de sua mente ininterruptamente, vinte e quatro horas por dia, para recitar os nomes de Deus, os mantras e as palavras de poder: todos os seus pensamentos, palavras e ações teriam uma origem divina. Este é o ideal: fazer com que toda a sua vida na Terra seja uma afirmação de Deus, que é o que você realmente é. Em geral, não fazemos isso porque não fomos educados para essa finalidade ou porque não recebemos os instrumentos e métodos apropriados.

Todos temos um ou vários mantras, nomes de Deus e palavras de poder particulares a que reagimos intensamente. Esses podem ser muitos ou poucos. Não há certo ou errado. Deixe sua intuição guiá-lo. Experimente e divirta-se. Você ficará impressionado com os resultados que lhe advirão sob a forma de uma grande alegria, amor de Deus, amor das pessoas e Luz.

Durante o dia, nos momentos em que não estiver recitando os mantras e os nomes de Deus, você pode praticar outras disciplinas espirituais, como a meditação, oração, leitura espiritual, afirmações, escrever um diário ou praticar exercícios físicos. A repetição do nome de Deus e dos mantras pode ser comparada a uma fita adesiva que liga todas essas ações ao longo do seu dia.

É extraordinariamente forte cantar os nomes de Deus. Na Índia, essa prática se chama cantar bhajans ou kirtans; no Ocidente, nós a conhecemos como cantos devocionais. Acrescentar o corpo emocional à recitação dos nomes de Deus e dos mantras faz com que eles se tornem ainda mais fortes. Programe suas próprias melodias e cantos, se quiser, ou adquira CDs. O uso de CDs com os mantras e com os nomes de Deus é uma prática receptiva, mais do que ativa. Uma coisa interessante que passa a acontecer quando você faz isso habitualmente é que o seu subconsciente e a sua natureza interior começam a recitar os mantras sem que a sua mente consciente se envolva. A recitação vai acontecendo automaticamente. Você começa a recitar em seus sonhos. Toda sua vida interior e exterior fica envolvida pela música e pela canção divinas.

Também é recomendável estabelecer momentos específicos para a recitação ou para a entonação. Você pode praticar na meditação ou, se preferir, pode usar o japamala como é comum na Índia. O japamala é um fio com cento e oito contas (cento e oito é um número sagrado) feitas de semente de sândalo ou de rudraksha. Ao recitar seu mantra ou o nome de Deus, você conta uma conta ou uma semente com os dedos. Em geral há algum tipo de marca que indica que você completou um certo número de repetições ou que terminou o ciclo inteiro. Os mantras podem ser recitados em conjunto ou em séries, como sete vezes todas as contas, por exemplo. É bom saber que cada série de repetições não só contribui com o seu crescimento espiritual, mas também ajuda toda a humanidade e a Terra. Usar as contas do japamala é como usar o terço. Os budistas também têm uma prática semelhante. Se você segurar um cristal durante a recitação, sua prática  produzirá uma energia ainda mais forte. Quanto mais você recitar o nome de Deus e Seus mantras divinos, mais você se assemelhará a Ele.

Essa prática purificará sua mente subconsciente e o ajudará a desenvolver uma enorme força de concentração. Ela o levará a aquietar a mente, a acalmar as emoções e a curar o corpo físico. Finalmente, ela fará com que você permaneça sempre na consciência de Cristo e não na consciência do ego negativo.

Para que essa prática não se transforme em rotina, é importante variar. Transforme essa prática no seu grande momento de alegria. Mantenha o interesse usando diferentes nomes de Deus e de mantras e adotando diferentes velocidades ou tempos de entoação. Você pode adotar um ritmo lento, alto ou baixo, melodioso ou não. O mais importante é recitar com entusiasmo, grande devoção e amor; você está adorando e oferecendo seu amor a Deus.

Como você mantém seu corpo físico sadio com alimento saudável, assim também repetir o nome de Deus é o mesmo que alimentar sua mente e seu espírito com bom alimento. Um dos segredos do sucesso espiritual e mundano está em compreender a importância do direcionamento da atenção. Você vive, literalmente, onde está sua atenção. A repetição do nome de Deus e de Seus mantras faz com que você mantenha sua atenção onde ela deve estar. Isso lhe atrairá saúde espiritual e material, pois não diz a Bíblia, “buscai o seu Reino, e essas coisas vos serão acrescentadas”?

Cada mantra o levará a realização de Deus e ao topo da montanha espiritual; mas cada um subirá a montanha por um caminho diferente. Há mantras e palavras de poder para todos os objetivos que se possa ter na vida. Alguns se destinam à cura, outros visam atrair a prosperidade. Você não precisa mudar de religião para usar uma variedade universal e eclética de mantras. Sai Baba dizia que “Qualquer que seja o nome ou a forma de Deus que você recite ou cultue, a ele atenderei”. Essa é a religião da Nova Era do futuro. Todos os nomes e todas as formas levam ao mesmo lugar. Escolha os que mais fizerem eco em você. Talvez você queira ter um nome ou um mantra específico para cada circunstância da vida; isso é muito bom.

Recitar o nome de Deus também o ajuda a manter a consciência da presença de Deus na sua vida diária. O grande problema é o esquecimento. Se você recitar o nome de Deus constantemente, não haverá como esquecer. Essa prática também o ajudará a formar hábitos positivos, de Deus, e não hábitos negativos, do eu inferior. Dedicar-se a essa prática só pode levar Deus à ação. Deus não consegue resistir a um coração puro, amoroso e devoto.

Repita o nome de Deus sempre que sentir medo ou que começar a se preocupar, e o medo e a preocupação desaparecerão. “Se Deus está contigo, quem ou o que pode estar contra ti?”. Pense na influência que a propaganda exerce sobre o público em geral. Refiro-me aqui a todos os slogans, palavras de apego e canções. Veja como o público compra os produtos anunciados. Adote esse mesmo método; recite o nome de Deus e você estará comprando apenas um “produto de Deus”. Quando perceber que vai começar uma discussão com seu companheiro ou companheira, recite imediata e silenciosamente o nome de Deus na sua mente e fique atento aos resultados.

Quanto mais você praticar os nomes de Deus e os mantras, mais a semente penetrará na alma de sua mente subconsciente, e mais profundas serão suas raízes. Ela acabará por unificar sua consciência no serviço de sua alma e de sua mônada, e, então, ascensione.


MANTRAS DA TRADIÇÃO MÍSTICA JUDAICA.

  1. Elohim - Esse é o aspecto da Mãe Divina de Deus; ele significa Tudo o que Deus É. Esse é um dos mantras mais poderosos.
  2. Yod Hay Vod Hay ou Yod Hay Wah Hay – Esse é o aspecto do Pai Divino de Deus.
  3. Adonai – Esse é o aspecto Terra de Deus; na Cabala, significa Senhor.
  4. Eh Hay Eh – esse é o Eu Sou. Outra versão, que pode ser mais forte, ainda é Ehyeh Asher Ehyeh, que significa Eu Sou Aquele que É. Esse foi o nome com que Deus se revelou a Moisés na sarça ardente.
  5. Yhwh – Este é o nome vivo e revelado de Deus que está por trás de todos os deuses criadores.
  6. El Shadday – Deus todo poderoso.
  7. Ha Shem – O nome; ou Baruch Ha Shem, significando Abençoado é o Nome.
  8. Shekinah -  Espírito Santo.
  9. El Eliyon – Deus Altíssimo.
  10. Sh'Mah Yisrael Adonai Elohainu Adonai Chad – O Senhor nosso Deus, o Senhor é Um!
  11. Baruch Ata Adonai – Abençoado é o Senhor.
  12. Qadosh, Qadosh, Qadosh, Adonai Tzeba'oth – Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos Exércitos.
  13. Eli Eli – Meu Deus, Meu Deus.
  14. Ruach Elohim – Espírito de Deus.
  15. Ribono Shel Olam – Senhor do Universo.
  16. Shekinah Ruach Ha Qodesh – Presença Divina do Espírito Santo.
  17. Ain Sof Ur – Luz Infinita do Absoluto.
  18. Layoo-esh Shekinah – Pilar de Luz do Espírito Santo.
  19. Ehyeh Metatron – Eu Sou Metraton. Metatron é um arcanjo representante de Deus no universo exterior; frequentemente chamado de a Túnica de Shaddai; manifestação visível da divindade e criador dos mundos exteriores e do elétron.
  20. Yahweh Elohim – Divinos Senhores da Luz e do Aprendizado.
  21. Yeshua Michael – Jesus e o Arcanjo Miguel.
  22. Shaddai El Chai – O Altíssimo Deus Vivo.
  23. Adonai H'artez – Senhor da Terra.
  24. Moshe Yeshua Eliahu – Moisés, Jesus e Elias.
  25. Shalom – Paz.
  26. Hyos Ha Koidesh - Servos Altíssimos do Ancião dos Dias.


MANTRAS HINDUS

  1. Aum ou Om - A mãe de todos os mantras.
  2. Brahma, Vishnu, Shiva - Eu Sou Ele ou Eu Sou o Eu.
  3. So Ham - Esse era o mantra de Sai Baba e de Baba Maktananda. É o som que Deus ouve ao prestar atenção à respiração dos seres humanos. À noite, enquanto os homens dormem, o som se transforma em Aum, dizia Sai Baba. Recite esse mantra seguindo o ritmo da sua respiração: ao inspirar, dia "So"; ao expirar, diga "Ham". Deixe que a respiração conduza a meditação e o mantra.
  4. Bhurh Bhuvah Svah Tat-savituhr Varenyam Bhargogah Devasya Dhimahi Dhiyoyal yoyah Na Pracodayat – Om Terra, atmosfera, céus. Meditemos sobre a luz sagrada daquela fonte refulgente que deve dirigir (ser o impulso para) os nossos pensamentos.
  5. Sai Baba ou Sai Ram ou Om Sri Sai Ram – Esses mantras atrairão Sai Baba.
  6. Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare, Hare. Hare Rama, Hare Rama, Hama, Hama, Hare, Hare – Salve Krishna, Salve Krishna, Krishna, Krishna, Salve, Salve. Salve Rama, Salve Rama, Rama, Rama, Salve, Salve. Este é o cântico Hare Krishna. Ele é utilizado para dispersar a negatividade que encobre nossa verdadeira natureza.
  7. Om Namah Sivaya – Esse mantra invoca o Guru Supremo que é o Eu de todos. É o mantra de Baba Muktananda e de Swami Sivananda.
  8. Om Sri Dattatreya Namaha – Om, Honra ao nome Dattatreya. Dattatreya é a encarnação de Brahma, Vishnu e Shiva ocupando o mesmo corpo. Sai Baba disse  que ele, é a encarnação do Senhor Dattatreya.
  9. Om Shanti – Mantra da Paz.
  10. Om Tat Sat - Vós sois a Realidade Absoluta Inexprimível.
  11. Hari Om Tat Sat – Om, a Realidade Divina Absoluta.
  12. Hari Om – Este é um mantra de cura. Hari é um dos nomes de Vishnu, o aspecto de cura do Senhor Krishna.
  13. Om Sri Rama Jaya Rama Jaya Jaya Rama – Vitória do Eu Espiritual.
  14. Yesu Christu – Jesus Cristo, em hindi.
  15. Rama – Um dos nomes de Deus: Aquele que nos enche de alegria incessante.
  16. Krishna – Um dos nomes de Deus: Aquele que nos atrai a Si.
  17. Tat Twam Asi – Aquele e Este de Um.
  18. Hong Sau – Eu Sou Ele ou Eu Sou o Eu. Esse mantra é recitado seguindo o ritmo da respiração, como acontecem com os mantras So Ham e Ham Sa. Esse era o mantra de Paramahansa Yogananda.
  19. Lam – Primeiro Chakra
  20. Vam – Segundo Chakra
  21. Ram – Terceiro Chakra
  22. Yam – Quarto Chakra
  23. Ham – Quinto Chakra
  24. Om – Sexto Chakra
  25. Aum – Sétimo Chakra
  26. Sat Nam – Mantra dos Sikhs e do guru Nanak.
  27. Eck Ong Kar Sat Nam Siri Wha Guru – O Supremo é Um Seus Nomes são Muitos.
  28. Sivo Ham – Eu Sou Shiva.
  29. Aham Brahmasmi – Eu Sou Brahma ou Eu Sou Deus.
  30. Om Ram Ramaya Namaha – Senhor Ram, inclino-me diante de Vós.


MANTRAS ISLÂMICOS

  1. Allahu Akbar – Deus é Grande.
  2. Bismillah Al-Rahma, Al-Rahim – Em nome de Alá, o Compassivo, o Misericordioso.
  3. Ya-Rahman – Deus Magnânimo.
  4. Ya-Salaam – A Fonte da Paz.
  5. Ya-Mutakabir – Deus Magestoso.
  6. Ya-Gaffar – Deus Clemente.
  7. Ya-Ftahat – Deus, o que Abre.
  8. Ya-Hafiz – Deus Preservador.
  9. Ya-Sabur – Deus Paciente.


MANTRAS OCIDENTAIS

  1. Eu Sou Aquele que É
  2. Eu Sou Deus
  3. Eu Sou
  4. Eu quero
  5. Eu Amo
  6. Cala-te e Sabe que Eu Sou Deus
  7. Areeeooommm – Mantra da Mente Universal, de Edgar Cayce.


MANTRAS EGÍPCIOS

  1. Nuk-Pu-Nuk – Eu Sou Ele Eu Sou.
  2. Au-U Ur-Se-Ur Au-U – Eu Sou o Altíssimo, Filho do Altíssimo, Eu Sou.
  3. Ra – Deus Sol.
  4. Ra-Neter-Atef-Nefer – O Deus Divino Rá e Misericordioso.
  5. Nefer-Neter-Wed-Neh – O Deus Perfeito Concede a Vida.
  6. Osiris
  7. Ísis
  8. Erta-Na-Hekau-Apen-Ast – Pronuncia-se Err-Tai Tche-Kah-u Ou-pen Oust. Possa eu receber as palavras de poder de Ísis.
  9. Heru-Udjat – Olho de Hórus.


PALAVRAS MANTRAS

Paz, Alegria, Amor, Equilíbrio, Poder Pessoal, Perdão, Humildade, Serenidade, Felicidade, Compaixão, Serviço, Boa Vontade, Altruísmo, Bondade, Unidade.


MANTRAS DOS CHAKRAS DA FUNDAÇÃO TIBETANA

O – Primeiro Chakra
Shu – Segundo Chakra, pronuncia-se chuk
Ya – Terceiro Chakra
Wa – Quarto Chakra, pronuncia-se ión
He – Quinto Chakra
Hu – Sexto Chakra, pronuncia-se hiu
I – Sétimo Chakra


MANTRAS BUDISTAS

  1. Om Mani Padme Hum – A joia da compaixão no lótus do coração. Um dos mantras mais poderosos atualmente usados no mundo.
  2. Om Ah Hum – Vem a mim, Om.
  3. Padme Siddhi Hum – Vem a mim, Poder do Lotus.
  4. Buda
  5. Quan Yin, Avalokitesvara, Chenrazee


MANTRA DE DJWHAL KHUL

O mantra da alma tem o objetivo de ativar a ajuda de sua alma e do eu superior. É o mantra da Grande Fraternidade Branca, tendo um poder energético muito grande.

Eu Sou a Alma 
Eu Sou a Mônada
Eu Sou a Luz Divina
Eu Sou Amor
Eu Sou Vontade
Eu Sou Propósito Estabelecido


A GRANDE INVOCAÇÃO

Do ponto de Luz na mente de Deus,
Flua luz à mente dos homens.
Que a Luz desça sobre a Terra.

Do ponto de Amor no coração de Deus,
Flua Amor ao coração dos homens.
Que Cristo possa retornar à Terra.

Do centro onde a Vontade de Deus é conhecida,
Guie o propósito as pequenas vontades dos homens,
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.

Do centro que chamamos de raça dos homens,
Realize-se o Plano de Amor e Luz,
E possa ele selar a porta onde habita o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano sobre a Terra.


Djwhal Khul recebeu essa invocação do próprio Senhor Maitreya e a incluiu nos livros de Alice Bailey.


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

DESPERTANDO DO ENCANTAMENTO DA MATÉRIA



Neste terceiro milênio, a humanidade toda despertará do encantamento da matéria. Nosso planeta possui sete dimensões, embora no passado o tenhamos percebido como tridimensional. Da perspectiva do espírito e dos anjos, tivemos algumas desordens de percepção estranhas e debilitantes. Identificamo-nos mais com a forma do que com a essência; com o tempo mais do que com a eternidade; com o visível mais do que com o invisível. Vivíamos sob o efeito de uma hipnose negativa.

O desafio da Nova Era é manter nossa forma humana e, todavia, despertar dessa hipnose. De acordo com o arcanjo Rafael, em Transmissões da Estrela Semente, os anjos foram programados para nos despertar num determinado momento da história. O ápice desse momento ocorreu no nascimento de Jesus Cristo, que descreveu a si mesmo como o caminho onde estávamos, onde estamos e onde estaremos, depois que o encantamento da matéria for quebrado. Os anjos precisam de dois mil anos para nos preparar para a profunda transformação que está prestes a ocorrer, a entrada plena da Nova Era.


O EGO E O ESPÍRITO

O ego é a parte mais substancial e importante do "eu" que nos dá uma sensação de identidade e individualidade. Ele nos ajuda a viver neste mundo e cumprir nossas missões aqui. Ter um ego implica ter um corpo físico.

A verdadeira função do ego consiste em recuperar informações e em lembrar à extensão de alma que vive no corpo que cuide do corpo físico no qual ela vive. O ego impede que a extensão de alma pratique alguma ação que possa prejudicar o veículo físico. O ego é especialista em plano material. Se não tivéssemos um ego, poderíamos até esquecer que estamos encarnados. Assim, ele nos lembra que precisamos de água, de alimento e de sono.

O problema surge quando o ego ultrapassa suas funções e põe-se a interpretar para nós outras áreas da nossa vida, uma tarefa que é, ou pelo menos deveria ser, específica da alma e do espírito. Deixamos o ego interpretar nossa realidade, o que ele faz baseado na crença errônea de que somos corpos (porque essa é a única realidade que ele conhece), e também o deixamos sobrepor-se aos modos intuitivos utilizados pelo espírito para processar a informação. O método do cérebro direito adotado pelo espírito para processar a informação, usando a intuição, a mente superior, a vontade espiritual e outras faculdades, pode processar a informação instantaneamente. Ao interpretar nossas realidades, o ego faz mal uso da mente consciente e do raciocínio e criou um sistema de crenças ilusório, baseado no medo, na separação, no egoísmo e na morte.

O ego também anulou e bloqueou o circuito superior do sistema primário de informações do espírito, que poderíamos comparar a um computador. Na melhor das hipóteses, ele consegue usar 10% do cérebro. Só o uso do sistema processador de informações do espírito possibilita o uso de 100% do seu potencial.

Por ocasião a queda, a humanidade desviou-se para o modo de interpretar, desajeitado e ilusório, do ego. O ideal teria sido equilibrar as funções do ego e do espírito de maneira apropriada. Nunca foi tarefa do ego interpretar a nossa realidade; ele deveria apenas recuperar as informações e ser o especialista residente no corpo físico. Interpretar a realidade por meio do ego é interpretá-la através dos olhos físicos, apenas. Nós não deixamos o ego espiritualizar-se; assim, ele se tornou negativo. Quando Sai Baba e outros instrutores  dizem que devemos morrer para o nosso ego, isso significa que devemos morrer para o nosso ego negativo, ou que é preciso espiritualizá-lo. Ambas as escolas de pensamento são totalmente válidas. Trata-se apenas de uma questão de semântica.

No estado ideal, espírito e ego trabalham em perfeita harmonia, e nós vivemos em dois mundos ao mesmo tempo. Este é o protótipo do terceiro milênio.

Fonte: Joshua David Stone 

sábado, 28 de dezembro de 2013

DHARMA SIKH OU SIKHISMO



O Dharma Sikh ou Sikhismo é uma das religiões monoteístas mais recentes, surgida no norte da Índia, atual Paquistão. Foi fundada pelo Guru Nanak (1469-1539) e desenvolvida por seus nove sucessores nos séculos XVI e XVII, época de constantes conflitos entre o Hinduísmo e o Islã. O Sikhismo promove a tolerância entre as religiões e resgata o essencial delas, despojando-se de superstições, rituais e fanatismo.

Contam que, quando jovem, Nanak passava seu tempo meditando e caminhando na floresta. Durante esse período, o direcionamento de sua vida futura foi determinado por uma visão divina e uma oportuna mensagem de Deus. A mensagem dizia que não há nenhum maometano e nenhum hindu; existe apenas um Deus. Nanak prometeu devotar sua vida ao serviço deste Deus Único.

Do trabalho e ensinamentos de Nanak nasceu uma nova religião, que tem como ideia fundamental o apostolado dedicado. A palavra sikh, na verdade, significa 'discípulo'.

Guru Nanak, como se tornou conhecido, foi seguido em sucessão por outros nove líderes sikhs, ou gurus, sendo o último da linhagem o Guru Govindsingh. Os ensinamentos e , os dizeres, os hinos de todos os gurus eram anotados no livro sagrado dos sikhs, chamado de o Grande Saheb. Este livro é atualmente considerado como o Guru. Uma cópia é mantida no altar do templo de cada sikh, sendo tratada com grande veneração pelos devotos.

As principais características dos ensinamentos sikhs são as seguintes: Deus é um Poder e Inspiração permeando todas as coisas. Referem-se a Ele como Sat Nam (literalmente, o Uno Nome Verdadeiro), ou então é mantido sem nome. As pessoas, dizem que os sikhs, não deviam presumir conhecer Deus pelo nome.

O mundo, como o vemos, é uma ilusão. Sua verdadeira natureza está além da concepção humana e, portanto, todo o nosso conhecimento do mundo é parcial e efêmero. A única forma de obtermos o verdadeiro conhecimento é nos tornarmos absorvidos na consciência de Deus. Das práticas que levam a esta absorção no Divino, uma das mais importantes é a meditação na Luz Divina (Jvoti) e nos Gurus que foram personificações desta Luz.

Em sua primeira visão de Deus, foi dito ao jovem Nanak que repetisse frequentemente o nome de Deus, presumivelmente as palavras Sat Nam. Consequentemente, o sikhismo dá grande importância a esta prática (conhecida como japa) como uma outra chave para a realização divina.

Devido às condições da época de seu prematuro desenvolvimento, a religião sikh tem certos aspectos marciais, como demonstrado em seu aspecto exterior. Coragem, disciplina e dedicação à causa são muito exaltadas.

Todos os aspectos básicos do sikhismo estão em harmonia com os ensinamentos de Sai Baba. A Luz que brilha é a mesma Luz. Mas talvez após cinco séculos, a lâmpada sikh precise de um pouco de polimento. O tempo obscurece o vidro da lâmpada de todas as religiões. Portanto, talvez os de barbas avantajadas, em seus turbantes vermelho-cereja ou azul-turquesa, acreditem que Sai Baba seja seu Polidor Divino.

Além disso, a ciência sagrada ensina que um livro, não importa o quão santificado seja, nunca deve ser considerado como o único professor espiritual. As escrituras não podem transmitir as mais profundas verdades e não devem, por certo, ser jamais cultuadas. Então, é provável que alguns modernos buscadores sikhs encontrem em Sai Baba o que seus antepassados encontraram nos dez Gurus que existiram.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

SHANTI


Esta é a límpida paz interior que continua inabalada, com a benção ou o brilho Divino, sejam quais forem os altos e baixos, a “escuridão ou o brilho” das circunstâncias pessoais e dos afazeres deste mundo.

Sai Baba dizia: “Essa shanti é a natureza interior”. Então adquirir Paz não é uma questão de obter algo externo, mas de descobrir algo que já se encontra lá. Toda Sadhana ajuda no processo da descoberta. Um importante exercício na disciplina espiritual é a prática do discernimento. Deve-se discernir conscientemente entre o falso e o verdadeiro, o temporário e o eterno, o sem importância e o de importância vital. Tendo em ordem essas prioridades, deve-se priorizar as mais importantes, verdadeiras e eternas realidades.

Para a nossa diária e ordinária consciência, as coisas que desejamos parecem naturalmente as mais importantes. Mas se usarmos o discernimento, como ressaltado acima, e ao mesmo tempo indagarmos profundamente aos nossos corações e mentes, iremos descobrir que os nossos desejos mundanos são inimigos da paz. Eles são nuvens escurecendo os céus límpidos daquela paz que ultrapassa a compreensão.

A constante batalha para obter os objetos desejados traz medo, frustração, depressão, raiva e ódio. A competição com os outros nesta batalha também traz inveja, ciúme e outras emoções negativas. Não pode haver paz verdadeira enquanto a mente for o playground para tais emoções.

O que podemos fazer então? O desejo é uma parte essencial de nossa natureza animal. Através de eras de evolução, a vida animal fez uso dele e das respostas emocionais que ele desperta, para que o indivíduo e a espécie pudessem sobreviver. Isto é a parte do equipamento de sobrevivência da vida.

Desejos instintivos surgem na nossa mente como em outros animais. As emoções, exatamente como os desejos, também são sentidas na mente, mas encontram expressão no corpo. Através da constante ação de fortes emoções negativas, tais como ódio, medo, raiva e todo o resto, o corpo sofre uma desarmonia e se torna enfermo. Emoções descontroladas são tão inimigas da saúde tanto quanto da paz.

De acordo com a antiga psicologia hindu, existe um corpo-desejo chamado kamarupa, que está ligado ao corpo físico. Ele nos foi dado pelo Criador para nos servir durante nossas vidas na terra. Ele era destinado para ser um servidor, mas para a maioria dos seres humanos ele se tornou um mestre. Trazendo-nos excitação e todos os fortes prazeres de deleite sensual, o Kamapura escraviza nossas mentes e corpos. Ele vive nossas vidas por nós.

Quando tivermos nos lembrado de nosso Lar Espiritual e, como o filho pródigo, lançarmos nossos pés no Caminho que leva até ele, teremos que chegar a um acordo com o Kamarupa. É claro que ainda teremos certos desejos e necessidades instintivos, tais como desejo por comida, abrigo, boa saúde, mas aquela bagagem de desejos supérfluos e prejudiciais deve ser trocada. Sai Baba dizia que é como trocar o peso de muitas moedas por uma leve nota bancária. A cédula é o desejo de alcançar a eterna Shanti Divina, a “Terra Prometida” da Paz. Esta “troca de moeda” não é um processo imediato; acontece gradualmente ao seguirmos as linhas mestras, ou luzes guias, de Prema, Satya, Dharma e Shanti.

Embora Shanti seja um resultado das outras três, podemos nos empenhar para adquiri-la diretamente, visando manter o equilíbrio da mente em todas as situações e cortando progressivamente as cordas que nos prendem às coisas mundanas. Possessividade, paralelamente ao apego, é a causa de muitos medos, preocupações, ciúmes e demais inimigos da Paz.

Portanto, devemos tentar compreender que nessa vida nós não possuímos nada. Guardamos nossas assim chamadas posses como depositários de Deus, e certamente chegará o momento em que Ele as levará embora, ou através da morte ou por alguma outra circunstância. Como bons administradores, é claro que nós devemos tomar conta de tudo o que Ele colocou em nosso encargo (sob nossa responsabilidade), mas devemos ter sempre em mente que nada deste mundo é realmente nosso. “Uma vez que você tenha adquirido esta atitude de impassividade e de não-apego”, dizia Sai Baba, “você terá inabalável Shanti, autocontrole e pureza de mente.”

Desde o início, as quatro linhas mestras devem ser usadas como faróis. Elas estão todas constantemente presentes, brilhantes faróis para nos manter o curso. Todavia, existe uma luz que é mais importante do que as outras. Ela brilha mais forte que todas na noite escura para nos manter a salvo no nosso caminho de Sai. Esta é Prema.

Sai Baba dizia: “O combustível de Prema produz a chama divina de Shanti. Prema traz a unidade de toda a humanidade, e essa unidade, combinada com o conhecimento espiritual, trará a paz mundial”.


DHARMA


Da raiz do verbo sânscrito dhri (segurar), dharma é aquilo que mantém unidas nossas atividades internas e externas. Uma simples definição de Dharma é Prema e Shatya em ação.

Quando o Amor Divino guia nossos passos, e o caminho é iluminado pela Sabedoria Divina, tudo o que fazemos será verdadeiro ao mais elevado dharma. Mas até que esse momento seja alcançado, devemos evitar agir de acordo com os caprichos da nossa mente desejo e chamar isso de nosso dharma.

O que então deve guiar-nos? Postes sinalizadores para direcionar nossas ações estão relatados nas escrituras das grandes religiões. As escrituras, portanto, são um guia ao dharma correto em seus aspectos de retidão, moralidade, bondade e justiça.

Hoje também temos, para guiar-nos, os explicativos ensinamentos de Sai Baba. Ele renovou e pintou os antigos postes sinalizadores. Mas se por vezes ainda achamos difícil tomar decisões certas, a graça de Baba estará sempre lá para nos ajudar.

Além disso, existe a fórmula de Karma Yoga que Baba mencionava frequentemente como o ideal a manter em tudo o que fazemos. “Não anseie pelos frutos de tuas ações. Faça seu dever com Amor no coração e deixe os resultados de todas as suas ações na mãos de Deus".

Trata-se de um ideal para ser alcançado progressivamente. Quando trabalhamos primeiramente pelo bem-estar de nossas famílias, isso já é um começo. Quando tivermos incluído o bem-estar da humanidade, estaremos próximos do ideal. Este ideal é alcançado quando somos capazes de discernir o Propósito Divino em toda as coisas e pudermos trabalhar em harmonia com ele. Isto, é claro, requer muito amor e muita sabedoria, mas devemos continuar a nos mover em sua direção.

Aqui estão algumas indicações dadas por Sai Baba para evitar que nossos passos se desviem.

“Quem quer que domine o egotismo, conquiste os desejos egoístas, destrua sentimentos e impulsos bestiais e abandone a tendência natural de se considerar o corpo como o Ser, está certamente no caminho do Dharma”.

“Em todas as suas atividades mundanas você deve ser muito cuidadoso para não danificar propriedades ou princípios de boa natureza. Você não deve trair as sugestões da Voz Interior, isto é, você deve em todos os momentos estar preparado para respeitar os comandos de sua consciência. Você deve observar seus passos para ver se você está atrapalhando o caminho de alguém. Deve estar sempre vigilante para descobrir a Verdade por trás da cintilante variedade deste mundo”.

Mas “os códigos objetivos do Dharma relacionados às atividades mundanas e à vida diária, embora importantes em suas próprias esferas, têm que ser seguidos com completo conhecimento e consciência do Básico e Interno Atmadharma, o Dharma do Ser Divino Interior. Apenas então poderão os impulsos internos e externos cooperar e produzir a benção do progresso harmônico”.

Por ser o nosso objetivo básico encontrar nosso caminho de volta a Deus, e esse propósito deve ser eventualmente alcançado, o Dharma é uma “chama de luz que nunca pode ser extinta”. Entretanto, embora a chama não possa ser extinta, ela pode por vezes ser ocultada, como acontece nos afazeres do mundo atual.

Sai Baba dizia: “Quando o Dharma não é usado para transmutar a vida humana, o mundo é afligido por agonia e medo; ele se torna atormentado por revoluções tempestuosas”.

Com o passar do tempo as pessoas se acostumam ao estado das coisas à sua volta, e não percebem seu declínio. Isso aconteceu ao Dharma. Mas a selva espinhosa do Dharma mundial deve ser limpa e trazida de volta aos campos sorridentes. Isso pode ser feito pelo Avatar e seus ajudantes. Todos os que amam o bem e a verdade devem ajudar na restauração dos imaculados campos dhármicos, abandonando pelo menos o ódio em relação aos outros, e empenhando-se para cultivar tolerância, concórdia e harmonia.

“Através da concórdia e da harmonia o mundo irá se tornar dia a dia um lugar de felicidade, livre de inquietação, indisciplina, desordem e injustiça”.

Eis três máximas de Sai Baba para ajudar o indivíduo a viver uma vida dhármica e assim restaurar o degradado Dharma do mundo:

“Faça o bem; veja o bem; seja bom. Deus ama a bondade.”

“Dever, com amor, é desejável. Amor, sem dever, é divino.”

“Deus está onde está o Dharma; e onde Deus está, está a vitória.”

SATHYA



Esta palavra vem do sânscrito sat, que significa “Ser Verdadeiro”, e Sathya é a linha mestra dada por Sai Baba para guiar-nos na busca pela Verdade do Ser através da aquisição de conhecimento. Existem dois tipos de conhecimento, mundano e sagrado. “Se nós não acumularmos conhecimento, não é possível alcançarmos a transformação”, dizia Sai Baba.

Em seus escritos e discursos, muitos dos quais foram publicados em forma de livro, Baba se concentrava no conhecimento sagrado, até o ponto  em que pode ser transmitido em palavras, de Deus, do Universo e do propósito aqui na Terra. Em sua palestras, Baba revelou muitas variações acerca destes temas. Há necessidade de tais variações, diferentes abordagens verbais, ênfases e ilustrações devido aos diferentes níveis mentais e espirituais e aos variados backgrounds culturais de seus ouvintes. Desta forma ele forneceu alimento a todos eles.

Para a média das pessoas que desde cedo foi treinada em alguma religião ortodoxa, ou em absolutamente nenhuma religião, talvez os ensinamentos de Baba possam parecer, de início, bastante estranhos, ou até mesmo revolucionários, particularmente o conceito de sermos unos com Deus. Mas se buscarmos em nossas próprias escrituras, iremos encontrar essa mesma verdade, tal como foi relatada nos escritos místicos.

Aos estudantes da Sabedoria Antiga, encontrada na base de todas as religiões, os ensinamentos de Sai Baba não são nada estranhos. Eles simplesmente dão vida nova e vitalidade às verdades espirituais que são tão antigas quanto o tempo. Mas a poeira dos tempos está acumulada no eterno sino da verdade; ele precisa ser limpo para que possa novamente ecoar a Mensagem Divina através do mundo.

Ao mesmo tempo, Baba ensinou que o conhecimento adquirido pela cabeça nunca pode, por si próprio, conduzir-nos ao objetivo da vida. Na verdade, o centro de Sathya habita as profundezas do coração espiritual. E é de lá que vêm as mais profundas sugestões e ideias enraizadas. Mas elas precisam ser canalizadas pela mente para serem formuladas em pensamentos e palavras. Expressar essas profundas verdades do coração em palavras é, entretanto, uma difícil operação, e talvez nunca inteiramente realizada. Por isso a necessidade da mitologia, para fazer lembrar essas verdades inexprimíveis.

Algumas pessoas, devido aos temperamentos e treinamentos, devem começar a buscar a verdade suprema através do conhecimento, isto é,  ao longo do caminho de Jnana. Entretanto, tudo o que irão descobrir é que, em algum ponto, devem encontrar e se unir ao caminho de amor e devoção. O conhecimento sozinho irá secar o coração e levar ao egotismo e orgulho espiritual. Portanto, é mais importante misturá-lo, logo que possível, ao lubrificante do Amor Divino.

Ao colocar a devoção em primeiro lugar, Sai Baba se empenhou em balanceá-la com o conhecimento. Por todo o mundo os grupos Sathya Sai se encontram para cantar canções devocionais, bhajans. Eles gostam desta prática, mais do que de qualquer outra, e muitos não gostariam de fazer nada além disso nas reuniões. Mas Sai Baba insistiu que eles incorporassem períodos regulares de estudo e debate para ampliar seus conhecimentos e compreensão e conduzir uma evolução balanceada.

O Caminho Sai integra coração, cabeça e a mão também.


PREMA



Prema é o Amor Divino, o amor que por natureza dá continuamente sem pedir nada em troca. Este é o amor que Deus tem por todas as criaturas. Cada um de nós pode desenvolver este amor, pois o possuímos inerentemente como parte de nossa natureza divina interior. Mas a passagem tem que ser aberta para que este amor, preso no coração espiritual, possa se exteriorizar.

Vinda da nascente do coração, a corrente de amor corre em direção ao grande oceano que é Deus, porque Deus está dentro de todas as pessoas, o amor divino do coração individual corre em direção a tudo. Sai Baba dizia que ele tem “a qualidade da empatia, empatia que nos faz felizes quando os outros estão felizes, e miseráveis quando os outros estão tristes”. Ele se apresenta como “uma série de pequenos atos, direcionados pela atitude de reverência pela divindade de todos os seres”.

O próprio Sai Baba, sendo o grande corpo do amor, abriu a passagem para liberar a nascente no coração espiritual. Existia uma aura de amor tão poderosa em torno dele que, como uma chama, queimava os entulhos que estavam bloqueando a corrente de amor de sua verdadeira natureza. Então a maravilhosa corrente começa a deslizar, em direção a Deus e em direção a toda a vida.

Ela pode ser de novo bloqueada por pesados sedimentos de egoísmo, egotismo, pensamentos errados e toda a lama que vem das terras pantanosas do desejo. Baba deu muitas instruções sobre como viver neste mundo mantendo a pura corrente de Prema fluindo. Aqui estão algumas delas:

Considere sempre as falhas alheias, mesmo que grandes, como insignificantes e ínfimas, e considere suas próprias falhas, mesmo que insignificantes e ínfimas, como grandes, e sinta-se arrependido.

“Perceba que o uno e único Deus reside no coração de todas as criaturas e tente amar a todos. Tente compreender a paternidade de Deus e a fraternidade de todas as criaturas. Perceba que Deus é puro amor, que Ele é Prema-Swarupa, a personificação do amor”.

Devíamos colocar em prática esta fraternidade em relação a todas as criaturas, Sai Baba dizia, lembrando todos os dias de “começar o dia com amor, preencher o dia com amor, e terminar o dia com amor. Este é o caminho que leva a Deus, pois Deus é Amor”.

Que diferença fará aos nossos dias lembrarmos desta máxima a cada manhã quando acordarmos, e voltarmos a ela de tempos em tempos enquanto os eventos do dia acontecem!

Mas por que então estamos equipados com faculdades críticas se devemos nos abster de criticar e julgar as outras pessoas? Sai Baba ensinou que é melhor criticar as ações da pessoa do que a pessoa em si. De fato, devemos nos vigiar atenciosamente para não julgar os outros e falar sobre seus erros e fraquezas.

Por uma razão não podemos ver as profundezas do coração de nosso irmão. Para ilustrar isso, Sai Baba contava a história de um casal que atravessava uma floresta para ir a um lugar de peregrinação. O marido, que estava andando na frente, viu um diamante resplandecendo na areia em seu caminho. Rapidamente ele chutou alguma terra sobre a pedra para que a mulher não a visse. Ele teve medo de que ela quisesse apanhá-la e se tornasse escrava do brilho superficial, que era como ele via o diamante. Mas a esposa vira a joia e o gesto. Repreendeu seu marido por ele fazer em sua mente alguma distinção entre o diamante e a areia. Para ela, eles eram a mesma coisa. O marido certamente falhara em ver dentro do coração de sua esposa.

Quando nossa percepção espiritual estiver suficientemente desenvolvida para enxergar as profundezas da alma humana, nosso sentimento de união com tudo será tal, que quaisquer críticas que possamos fazer serão amortecidas por uma amável compreensão e amor. O próprio Sai Baba explicava isto. Tudo mais são egos latindo inutilmente para outros cães igualmente barulhentos.

Ao movermo-nos ao longo do caminho pela linha mestra de Prema, nosso apego as coisas mundanas irão, lentamente, se dissolvendo. Ao mesmo tempo nosso apego a Deus irá se fortalecer, até que nos tornemos sempre conscientes de Sua presença. Também começamos a compreender a lei oculta que diz que, por buscarmos o reino de Deus, todas as coisas das quais precisamos vêm a nós.

Sai Baba colocou isto de forma simples: “Se tivermos fé completa, e nos entregarmos inteiramente a Deus, então, assim como o gato toma conta de seus filhotes, Deus olhará pelo nosso bem-estar, não importa onde estivermos”.

Mas mesmo quando vemos que a coisa certa é unir nossa vontade à Vontade Divina, que é o significado de 'entrega', como aprendemos a conhecer a vontade de Deus? Como podemos adivinhá-la em todas as situações?

O obstáculo que nos impede de ver a vontade de Deus é o nosso próprio egotismo. Baba dizia que isso é algo “que tem sido inerente ao homem por eras, lançando seus tentáculos mais e mais profundamente com a experiência de cada vida”. Devoção a Deus, dizia ele, é a água com a qual podemos lavar essa sujeira dos tempos. Contudo, devemos acrescentar a essa água de devoção os detergentes gêmeos do discernimento e do não-apego, discernimento entre o falso e o verdadeiro, e a quebra do nosso apego ao falso. O sabão da Sadhana, práticas espirituais, também deve ser usado para lavar os resíduos de egotismo.

O ego, o falso “Eu”, sofre uma vagarosa e dolorida morte na cruz de Sadhana. Mas irá morrer, e depois vem a ressurreição do “Eu” real.

No Caminho Sai, a linha mestra de Prema é a mais importante. Ela leva a crescente  devoção a Deus, e é sustentada pela benção que vem da devoção. Os buscadores ajudam uns aos outros ao se juntarem para cantar e falar sobre as glórias de Deus, ou para louvá-Lo à sua maneira. Eles devem evitar controvérsia, pois esta leva ao egotismo e ao amor da conquista. Como existe lugar para uma diversidade de opiniões (pareceres, pontos de vista), a polêmica nunca leva a uma conclusão final. Em vez de perder tempo em debates, o buscador deveria usar cada minuto promovendo devoção a Deus.

“Amor Supremo e sabedoria são um só”, disse o grande sábio Narada. “Cante então as glórias do Senhor e que ele possa residir no coração de todos... trazendo-nos paz eterna”.

Mas embora o ponto mais alto do amor seja a sabedoria, os buscadores no caminho devocional podem se tornar muito emocionais até que este nível seja alcançado. Então, Sai Baba ressaltava, a devoção pode explodir como a lanugem do cardo. Deve haver uma âncora de crescente conhecimento ou então a devoção será perdida no vácuo.